12 de out. de 2014

Sobre a loucura...e a perversão. Ou sobre a perversão...e a loucura.

Para não cair na ABSTENÇÃO vou escrever ... 

Discutindo sobre eleições tive um insight que não quis deixar passar em BRANCO, afinal, tem situações em que não dá pra ser NULO...é preciso discutir, falar...se posicionar.

Falar salva..a palavra salva...Eu realmente acredito nisso. Não existe outro motivo para eu ser psicóloga. Dou um lugar para alguém que está no vazio, poder falar. E a fala não assegura nada, apenas um lugar, num determinado horário...têm contingências. Uffa! Ter contingência é sinal de saúde mental. 

Mas ainda bem que meu acreditar está sempre dividido e disso meus colegas da psicanálise entenderão... o sujeito se não é dividido...é louco...ou pode ser também um quase louco, como posso chamar um PERVERSO. 

Me desculpem as palavras utilizadas, hoje não sou psicóloga para falar deste assunto...sou só eu mesma, sem título algum. 

Ademais dos tantos significados para perversão, falo do aspecto de poder de convencimento,  da angariação de pessoal para apoiar, seguir fielmente e ajudar, sem maiores respeitos ou limites aos interesses alheios. 

O perverso diz ao outro: _ Eu tenho tudo aquilo que você deseja! E realmente ele blefa "evidências" de que tem, através de objetos. Dá isso, dá aquilo...oferece sempre...O perverso dá coisas ao outro para que o presenteado pense que está menos vazio e iludido, sente que está mais completo. Como se a completude fosse possível não é mesmo?! 

Mas alto lá...ele dá...mas a cobrança vem em seguida...de alguma maneira o perverso prende o outro. Daí que podemos entender que ele dá muitas coisas, mas ele desconsidera o principal: A vida de cada um é de cada um...e disso surge que cada pessoa precisa de uma coisa diferente. 
E mais que isso, todo mundo precisa de uma coisa só: Ver com os próprios olhos, pisar com as próprias pernas e por aí vai...até poder sentir os próprios sentimentos... é por isso que os consultórios de psicologia tem movimento...num dado momento as pessoas conseguem de uma vez por todas enxergar que precisam sentir os próprios sentimentos, ter os desejos próprios e bancar eles...assumi-los. Mas primeiro precisam de ajuda para vê-los. 

Bem... em dias de política, eu não penso em outra coisa senão esclarecer sobre a LOUCURA e a PERVERSÃO. Porque a lógica me parece que serve:

O louco diz: _Eu sei de tudo! O perverso diz: _Dou-lhe o que você precisa! E nós...pobres e bons neuróticos, as vezes aceitamos as ofertas:_Sim! Quero ser completo! Acredito no que você diz e me oferece! Assim me sinto seguro! 

Mas se não fosse tanto jogo de sedução eu até seria mais dura ao dizer que ao neurótico falta inteligência. Mas não é bem inteligência que falta...é astúcia.

Porque no final de tudo, 
quem precisa aprender a andar com as próprias pernas não pode crer que exista uma solução milagrosa que resolva os problemas assim, somente com um objeto. (Claro que são vários!) 

Sei lá...
que coisa louca e perversa tudo isso...


Ah pessoas estão desconfiadas...deixo um link sobre a abstenção...

que continuem desconfiadas na medida de suas necessidades...

http://www.ebc.com.br/noticias/eleicoes-2014/2014/10/segundo-turno-soma-de-abstencao-brancos-e-nulos-chega-a-277-dos-votos



23 de jun. de 2014

Encontros e despedidas



“Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica. Me dê um abraço, venha me apertar. Tô chegando...”

O primeiro blog que fiz tinha como descrição a psicanálise, as letras e a música. Mudei de nome, mais uma vez, e mais outra...ainda não sei bem como chamá-lo...essa coisa de blog é também tão sem contato...fico sem afeto com ele. Mas as vezes quero escrever...e aí volto para a página que é “minha”, tem música, psicanálise, letras, poesias... muita coisa junto. Que nome se dá pra isso?
Voltar nem sempre é bom. Tem gente que luta para não voltar a se comportar como não lhe faz bem. Tem gente que precisa sempre voltar para rever pessoas.
Encaixo-me nesta opção.
Mas, oras, que texto auto-referente. Não sou boa nisso. Gosto de ouvir as estórias de outros, sobre expressar a minha ainda estou aprendendo.
Bem, de repente alguém se identifica, e até gosta um pouco de ficar por aqui alguns minutos, lendo. (...)
Retomando,
é sobre os retornos mesmo que quero escrever. As voltas que precisamos fazer para rever as pessoas. E há tantas músicas sobre isso: “Por isso eu corro demais, só pra te ver ...”; “Um dia te levo comigo e de saudades suas eu não choro mais...”. Cada um deve se lembrar de uma.
Os retornos que nos fazem andar kilômetros e mais kilômetros para um abraço a mais, uma lágrima a mais, um eu te amo a mais. Só mais um, e depois mais um...pra parecer que não tem final e que a gente nem é sozinho mesmo afinal.
Mas tem final. E somos só, afinal.
Neste intervalo todo ao qual chamamos vida, o bom mesmo é ter companhia.  Abraçar a mãe e o pai, os irmãos, a família que mora distante, os amigos. Enfim, as pessoas de uma vida inteira.
...“Melhor ainda é poder voltar quando quero...”

Voltar pode ser até bom,
se é pra ser feliz.

Mãe, 
já tenho saudades!



23 de fev. de 2014

Escrever é preciso...

Ouvi Ferreira Gullar falar sobre Vinícius de Moraes em um destes documentários sobre o poeta (que emprestei da mamãe, é claro!). Entre tantas palavras sobre a intensidade de Vinícius também disse que o escritor quer mesmo é que os sentimentos saiam de dentro dele, ocupem outro espaço que não o interior. O escritor quer é ver esse sentimento fora dele. (risos) Achei curioso o prisma sobre o qual ele nota o exercício de escrever. Mas tive que concordar. Tem dias que é preciso escrever...

Lendo um texto no blog de uma colega, voltei a pensar sobre algo que me veio a mente nesta semana que passou. Essas notícias que vem tomando conta do Brasil, pessoas amarradas por terem sido pegas fazendo algum mal ao outro. Alguns acham correto, outros pensam nos direitos humanos. Acho que a divisão é bem esta. De um lado o direito de ser humano (com um pouco mais de bondade, o mínimo que seja possível) por outro lado a vontade de tirar a dor de dentro de você e colocar em outro lugar, que seja no outro, amarrando o outro. Não só amarram, eu sei, mas prefiro não repetir o que fazem, nem escrevendo. 

Hoje também me dei conta de mais coisas ruins assim, histórias de pessoas comuns, as minhas histórias também. Não são ladrões ou outra profissão parecida ( Eu acho que isso já é um modo de trabalho rs), mas também fazem muito mal ao outro. Coisinhas aqui, coisinhas ali, e vão destroçando um humano qualquer. As vezes avermelham as bochechas, pedem desculpas, mas uffa, só depois. Esse só depois viu...

Daí também me lembrei das faltas que todos temos (Santa psicanálise!) e que também essa eterna criança perversa e polimorfa dos três ensaios sobre a sexualidade insiste em fazer parte da personalidade, mesmo na adulta. Daí que nessas horas que vamos de encontro com essa dor de ver, que as vezes alguém faz algo com o outro, sem pensar no direito de ser humano... aí é que pensar, pensar e pensar faz até bem. A vontade do olho por olho vai diminuindo aos poucos... aí podemos conviver! Aí não precisamos agir tão rápido, nem com tanta raiva, nem com tanta maldade...aí não tem porque tanta ansiedade, tanta depressão, tanto ataque de pânico... aí dá até pra ser um pouco "humano"...embora seja difícil!!

Nisso a psicanálise me faz tirar o chapéu! Poder aprender a pensar ou a escrever o que sente é por assim dizer: Demais!! 

Permita-se pensar, e não precisará amarrar ninguém!

Permita-se escrever, e poderá fazer toda esta troca do estado sólido para o gasoso, com palavras, e até palavras sutis!

Escrever é preciso...

até para viver bem é preciso!











6 de jan. de 2014

Sofá de coisas pequenas!



Que cousa boa,
que maravilha,
uma almofada de pimentinhas,
e floquinhos espumosos.

Aqui quero me sentar,
sim, me sentar para pensar e depois me levantar para a vida!

Que alegria um sofá de coisas pequenas,

pallets, tecidos, costuras, pimentinhas e floquinhos!

Sinta-se!
Sente-se!
Sente, se!
Fique a vontade!

* Talvez ainda vá nele um vernizinho!!


30 de ago. de 2013

_Floreira: floreia em qualquer canto!


Era uma caixa de frutas muito engraçada...



 
...Não tinha cor, não tinha nada...

Bastou um canto para criar! Alguns sprays coloridos para usar...
 
 
 





 
 Um pouco de tinta branca para cobrir melhor a madeira...



 
 Uma idéia daqui, uma idéia de lá, encontramos um tubo de ensaio com tampinha, e pronto, dentro dele uma florzinha (artificial)...


 
Cola quente pra fixar...



 
 
Está pronta nossa floreira de domingo... foi para uma sacada de ap, com buchas e parafusos, fixada na parede...
 
 
 
 
Além de mais colorida, deixou a casa realmente engraçada,
 
pois era feita com muito esmero...
 
 
 


18 de abr. de 2013

Criaduras



Foi uma verdadeira avalanche de araras na cidade nesta semana...No trânsito, no parque...Até então achei que só eu via o espetáculo... 

Um dia depois recebi uma foto do lugar em que trabalho com uma arara pousada em nosso telhado! Que alegria receber essas belezuras tão perto assim...

Precisei ir a um lançamento do livro "Araras da Cidade" recentemente pra me lembrar como elas são divinas...de "lambuja" um cd com as fotos e músicas para acompanhar... o pacote completo! É um trabalho belíssimo... 

Voltando às criaduras, título da postagem, cada vez me convenço mais de que, com arte, pode-se refazer o que internamente está desfeito. Um comentário sobre a saúde indígena e seus altos índices de suicídio, exemplos de atendimentos e ZÁZ (como diria o Chaves) , um ponto de início de mudança: a arte. A arte enquanto sublimação. Vamos lá, tema de mestrado em evidência... ver o que Freud diz sobre isso... 

Pena que a criação em arte também surge de uma dor... por isso digo: Cria dura... é duro abrir o casulo e criar algo... Mas uma hora ele alça vôo... Mas nenhuma borboleta sai do casulo sem estar grudada em algo, ela fica pendurada em um ramo até poder sair dali. Pra mim, esse ramo é a transferência ao analista, é um amigo especial, um amor especial, algo assim, muito especial! 

A criadura vira criatividade (Cria atividade). 

Vamos criar, ativos, algo para o futuro?! 

Criadura? Só por um período... até poder voar! 




4 de mar. de 2013

Palestra: A relação entre pais e profissionais da creche

Inicialmente pensei que seria um tema com pouco a se falar, já que parecia um tanto óbvio que para haver um bom desenvolvimento das crianças na primeira infância, e que estão nas creches, é necessária uma comunicação cuidadosa entre os pais ou responsáveis e os profissionais da creche, que estão com seus filhos durante várias horas ao dia, as vezes até dois ou três irmãos no mesmo lugar e período. 

Besteira minha, era um assunto na verdade encantador. Pensei depois de terminar a palestra: o lado doce da psicologia. 

Um pequeno recorte: 

O sucesso da aprendizagem de seus filhos depende do quanto bom acompanhamento ele teve. Ter um filho é uma escolha, e uma escolha é diferente de uma opção. Agente pode optar por muitas coisas na vida, mas ter um filho é uma escolha porque é uma exigência de cuidado durante praticamente todo o tempo dos pais, ainda mais no início da vida, como são os filhos de vocês nesta fase aqui na creche.  (grifo meu)


O envolvimento de pais e até mesmo da comunidade em geral, junto a uma equipe multidisciplinar é considerado como um componente essencial de uma escola que desempenha seu trabalho com sucesso. ( Este trecho de artigo científico da área)


É claro que eu não deixaria de falar do meu lindo sobrinho que nasceu dia 20/02/13, nem na palestra. Pois vendo os cuidados com ele também aprendo um pouco sobre a psicanálise...


Rian ( Neto do vovô Ivo e vovó Sônia, Filho da Aline e do Taiguara; sobrinho da tia Stela.)