6 de jan. de 2014

Sofá de coisas pequenas!



Que cousa boa,
que maravilha,
uma almofada de pimentinhas,
e floquinhos espumosos.

Aqui quero me sentar,
sim, me sentar para pensar e depois me levantar para a vida!

Que alegria um sofá de coisas pequenas,

pallets, tecidos, costuras, pimentinhas e floquinhos!

Sinta-se!
Sente-se!
Sente, se!
Fique a vontade!

* Talvez ainda vá nele um vernizinho!!


30 de ago. de 2013

_Floreira: floreia em qualquer canto!


Era uma caixa de frutas muito engraçada...



 
...Não tinha cor, não tinha nada...

Bastou um canto para criar! Alguns sprays coloridos para usar...
 
 
 





 
 Um pouco de tinta branca para cobrir melhor a madeira...



 
 Uma idéia daqui, uma idéia de lá, encontramos um tubo de ensaio com tampinha, e pronto, dentro dele uma florzinha (artificial)...


 
Cola quente pra fixar...



 
 
Está pronta nossa floreira de domingo... foi para uma sacada de ap, com buchas e parafusos, fixada na parede...
 
 
 
 
Além de mais colorida, deixou a casa realmente engraçada,
 
pois era feita com muito esmero...
 
 
 


18 de abr. de 2013

Criaduras



Foi uma verdadeira avalanche de araras na cidade nesta semana...No trânsito, no parque...Até então achei que só eu via o espetáculo... 

Um dia depois recebi uma foto do lugar em que trabalho com uma arara pousada em nosso telhado! Que alegria receber essas belezuras tão perto assim...

Precisei ir a um lançamento do livro "Araras da Cidade" recentemente pra me lembrar como elas são divinas...de "lambuja" um cd com as fotos e músicas para acompanhar... o pacote completo! É um trabalho belíssimo... 

Voltando às criaduras, título da postagem, cada vez me convenço mais de que, com arte, pode-se refazer o que internamente está desfeito. Um comentário sobre a saúde indígena e seus altos índices de suicídio, exemplos de atendimentos e ZÁZ (como diria o Chaves) , um ponto de início de mudança: a arte. A arte enquanto sublimação. Vamos lá, tema de mestrado em evidência... ver o que Freud diz sobre isso... 

Pena que a criação em arte também surge de uma dor... por isso digo: Cria dura... é duro abrir o casulo e criar algo... Mas uma hora ele alça vôo... Mas nenhuma borboleta sai do casulo sem estar grudada em algo, ela fica pendurada em um ramo até poder sair dali. Pra mim, esse ramo é a transferência ao analista, é um amigo especial, um amor especial, algo assim, muito especial! 

A criadura vira criatividade (Cria atividade). 

Vamos criar, ativos, algo para o futuro?! 

Criadura? Só por um período... até poder voar! 




4 de mar. de 2013

Palestra: A relação entre pais e profissionais da creche

Inicialmente pensei que seria um tema com pouco a se falar, já que parecia um tanto óbvio que para haver um bom desenvolvimento das crianças na primeira infância, e que estão nas creches, é necessária uma comunicação cuidadosa entre os pais ou responsáveis e os profissionais da creche, que estão com seus filhos durante várias horas ao dia, as vezes até dois ou três irmãos no mesmo lugar e período. 

Besteira minha, era um assunto na verdade encantador. Pensei depois de terminar a palestra: o lado doce da psicologia. 

Um pequeno recorte: 

O sucesso da aprendizagem de seus filhos depende do quanto bom acompanhamento ele teve. Ter um filho é uma escolha, e uma escolha é diferente de uma opção. Agente pode optar por muitas coisas na vida, mas ter um filho é uma escolha porque é uma exigência de cuidado durante praticamente todo o tempo dos pais, ainda mais no início da vida, como são os filhos de vocês nesta fase aqui na creche.  (grifo meu)


O envolvimento de pais e até mesmo da comunidade em geral, junto a uma equipe multidisciplinar é considerado como um componente essencial de uma escola que desempenha seu trabalho com sucesso. ( Este trecho de artigo científico da área)


É claro que eu não deixaria de falar do meu lindo sobrinho que nasceu dia 20/02/13, nem na palestra. Pois vendo os cuidados com ele também aprendo um pouco sobre a psicanálise...


Rian ( Neto do vovô Ivo e vovó Sônia, Filho da Aline e do Taiguara; sobrinho da tia Stela.)

6 de jan. de 2013

As aventuras de Pi

                               


Eu não iria assistir o filme por seu nome, parece tão clichê, logo pensei que seria mais um daqueles filmes que durmo antes da metade, quando a ficção passa dos limites. Mas vejam só, fiquei encantada. A história é de um menino que se sente "estranho" em sua casa, procura todos os deuses possíveis, encontra um amor e precisa se despedir e fica só, com um tigre, após um náufrago, em um barco pequeno.




Em meio a trama, que tem um suspense gostoso de ver, ele encontra um caderno. Ele, o menino, se chama Piscine, por isso Pi. As mostras sobre o nome também são interessantes. Eu quero mesmo é falar deste caderno que é um ítem essencial de sobrevivência para ele.

Em um trecho, ele diz algo sobre a palavra e isso soa um divisor de águas naqueles dias de tormenta.

O menino encontra um caderno e um lápis no kit de sobrevivência. Começa a escrever seus pensamentos. Isso o faz ficar acordado, alerta e com seu raciocínio em atividade. Ele precisava de algo que o mantivesse aceso. Embora tivesse um tigre ao lado, que já era um bom motivo.

Novamente, no trecho sobre a palavra, e vendo a cena em que escreve no caderno, me vem a psicanálise em mente. A palavra para ele foi um ponto de apoio. Ele escreveu várias vezes, até seu lápis acabar...

Muitas vezes é disso que precisamos, falar, falar, colocar a palavra para funcionar, para fora, tirar de dentro, fazer sentido com ela.

Pi chega numa praia do México e no momento em que se separa do tigre, que foi seu companheiro de tantos dias difíceis, ele queria apenas um olhar de despedida, que o animal não dá, segue em frente. O menino queria pelo menos que aquele animal feroz tivesse um pequeno momento de sensibilidade. E no filme há neste trecho algo dizendo que as vezes precisamos apenas deste tempo para nos despedir de algo importante.

É um filme sensível... e isso bastou. A psicanálise ficou por minha conta.

Vale a pena...em 3D.


20 de dez. de 2012

Satisfação em te encontrar



Acho muito bonito quando escuto alguém, de maneira formal e até um pouco tradicional, dizer: É uma satisfação lhe encontrar!

Uma pessoa muito próxima a mim, e que fala bem pouco, diz isso.

Quando vejo esta cena me dá uma sensação boa. Parece que há um encontro ali e quem diz isso fica tão feliz que transporta em palavra.

Eu fico feliz de ver os encontros. Embora hajam tantos desencontros pela vida... como sempre repete minha mãe ( A vida é a arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida-Vinícius de Moraes).

Não é fácil ouvir um desencontro na clínica. É difícil... o desencontro é sempre uma perda, uma falta... se revela na briga dos casais, na distância entre amigos e até na tão temida morte. Esta sim é um desencontro fundamental.

Por isso quando ouço alguém comemorar um encontro me dá este sentimento tão bom. E me parece justamente que é a isso que as pessoas tanto procuram. Um bom encontro, um encontro agradável... aquela sensação de ter aproveitado bem seu tempo, com alguém que gosta. Encontrar alguém que te olhe sinceramente e diga "Que satisfação lhe encontrar", "Estou aqui", "Posso lhe dar atenção neste momento", "Estou te ouvindo". Mas isso realmente não se pode pedir.

O ser humano é muito livre para poder dar ao outro justamente o que ele quer, na hora que deseja. É preciso esperar, ter calma, deixar passar o tempo. Até que o outro possa lhe encontrar também. Pode não ser aquela pessoa que você espera que lhe encontre, mas pode ser outro. E um outro encontro também pode ser tão bom quanto, não?!

 Este é o segredo em conseguir lidar com as perdas?!

Opa, alguém acabou de vir ao meu encontro. Uma amiga com uma mensagem de bons desejos. É minha oportunidade de tentar encontrá-la mais tarde, ela é uma ótima companhia. Mas... só se ela também puder. Senão preciso esperar.

É isso não é?! É preciso esperar... mesmo porque qualquer companhia se tem por aí, a todo momento. Nos bares, nas festas... muita gente tentando se encontrar.

Ontem encontrei uma boa amiga, que mora tão longe. Foi tão bom ter este encontro com ela. Eu estava cansada ontem, precisava comprar presentes de natal, organizar minha casa, fazer fichamentos, dissertação de mestrado...enfim... eu queria mesmo era encontrá-la.

Mas, voltando à satisfação. Não é essa sensação de ter encontrado um bom objeto, que não é um objeto real, uma coisa, um iphone ( como brincávamos ontem comendo sushi, que os pais hoje em dia dão todos ais que existem aos filhos, iphone, ipad... por aí vai, nem sei escrever essas coisas rs). Não são estes objetos que irão satisfazer, eles na verdade irão insatisfazer. Fazer querer mais.

Um bom objeto neste caso, é o outro, uma outra pessoa que também possa lhe encontrar naquele momento de sua vida.  Uma pessoa que esteja cá tão tranquila com suas coisas, que pode lhe olhar com calma, lhe ouvir, lhe contar ...  Só quem está bem assim pode dizer: "É uma satisfação lhe encontrar".

E não há choro, dor, doença, angústia, iphone ou facebook que faça isso mudar. O outro só pode se satisfazer com sua presença no momento que ele puder. É preciso buscar outras fontes de satisfação mais duráveis. Um novo conhecimento, um instrumento, uma habilidade, um esporte, um novo trabalho... algo que fique dentro de você, que faça parte de sua vida. Quem sabe assim, com um vazio menor dentro de si, possa deixar que outro lhe encontre e lhe dê um pouquinho de satisfação. Um pouquinho só, pois muito é impossível ou insuportável. Está aí a barra, a interdição a que o sujeito precisa lidar. O sujeito não pode nada demais:
Demais: excessivo
Demais: indiferente ( por demais)

Há uma costura nisso tudo que é possível.

Mas neste significado é possível:

Dê mais: significado de dar mais, fazer mais por algo. O que também se faz em análise.




VII
Toda vez que encontro uma parede
ela me entrega às suas lesmas.
Não sei se isso é uma repetição de mim ou das
lesmas.
Não sei se isso é uma repetição das paredes ou
de mim.
Estarei incluído nas lesmas ou nas paredes?
Parece que lesma só é uma divulgação de mim.
Penso que dentro de minha casca
não tem um bicho:
Tem um silêncio feroz.
Estico a timidez da minha lesma até gozar na pedra.
Manoel de Barros )




6 de dez. de 2012

Como eu digo ao outro o que penso?

A cada novo texto eu fico mais encabulada de estar escrevendo coisas tão misturadas. Uma coisa que alguém disse, algo que ouvi na clínica e pronto, vem uma idéia toda misturada. 

Nos treinamentos da área de RH nós trabalhamos com a comunicação. Dizemos às pessoas que o tom que se diz e a escolha das palavras influencia em como o outro vai entender aquilo. É isso mesmo, o sentido é este. Mas utilizamos isso de forma muito prática, racional. E as pessoas não absorvem isso assim, de cara, é algo muito mais complexo. Precisa de tempo. Por isso não faço treinamentos somente, é preciso mostrar com várias atividades isso. Estou falando disso nas empresas. Por isso fazemos atividades de endomarketing, comemorações nas datas festivas, integração entre os setores...etc. Tudo para também se ensinar a comunicar-se com o outro, de forma não agressiva, mas sim assertiva. Isso é um trabalho de anos nas empresas...

Bom, mas queria dizer mesmo sobre a forma como dizemos as coisas...na empresa levamos anos para tratar isso, na clínica também... muitos anos...

Hoje vi uma crítica a Oscar Niemeyer. No dia de sua morte.

?????????

Só posso dizer: Opiniões sim, muitas e cada um com a que quiser. 
Mas que isso? 
Que crueldade é essa? Ou, que ser primitivo é esse? Que não pode pensar no outro, num momento tão difícil como é a morte? 

Ahhh... se ele ouvisse o que ouço na clínica...

Se ele soubesse do sofrimento humano...

Diria as coisas de forma mais amena, mais oportuna... o sofrimento humano pode ser também prevenido... não é necessário incentivá-lo com palavras duras...

Como eu digo ao outro o que penso?