13 de fev. de 2012

Ah... se ele existisse...




Um pouco do livro "A teoria do amor" de Nádia P. Ferreira.


“Amar é um acontecimento que não se esquece. Quando se é surpreendido pelo amor, o cotidiano se transforma e tudo que cerca a vida do amante adquire novos sentidos. Então perguntamos: o amor é isso? Sim, mas não é só isso. É muito mais.” (Ferreira,2004,p.8)


Nádia P. Ferreira é psicanalista e professora titular de literatura portuguesa do instituto de Letras/Uerj. De maneira acessível a autora  torna compreensível o entendimento da psicanálise sobre o amor.
Antes mesmo da psicanálise, o sentimento já era questionado por escritores e poetas. Estes exaltavam-no quanto aos sonhos, saudades e tristezas, enquanto aqueles dispunham de histórias vistosas. Já na literatura ocidental, século XII adiante, o amor é tido como promessa de felicidade, ligado ao sofrimento. Fábula  permanente nos dias atuais. Desta forma, o afeto é explicado, partindo de sua estrutura enigmática, relacionado com a castração, desejo e gozo.
Quanto a castração, inclusão do real, aponta a falta do objeto de desejo. Entre as posições de amante e amado, ou seja, sujeito e objeto, há o contra-senso onde  aquilo que falta ao amante é justamante o que o amado também não possui.  Porque não há objeto do desejo não quer dizer que não existam muitos objetos a causar desejo. Porém, não é Aquele que conduz à felicidade - ah, se ele existisse…-. Sendo então o propósito do homem desejar, amando na lógica do não-todo.


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